Dados Cartográficos

A Terra é uma superfície complexa. Quando essa superfície é representada em forma de mapas ocorrem distorções inevitáveis, seja na escala, na forma, na distância, na direção ou na área em que são representadas. Pode-se dizer que todas as representações de superfícies curvas em uma superfície plana envolvem “extensões” ou “contrações”, que resultam em distorções ou “rasgos”. Essas distorções são minimizadas ou maximizadas conforme os vários tipos de projeções que podem ser utilizadas para a representação gráfica de objetos em um plano.

Na Figura, por exemplo, é representada a superfície da Terra para quatro tipos de projeções elaboradas, utilizando a base de dados do mapa do mundo. Observa-se que, quando comparadas, as projeções não se sobrepõem, mostrando as evidentes distorções em um mesmo objeto, no caso, países. Assim, a projeção localizada na parte superior à esquerda equivale à projeção do tipo Mercator, a do canto superior direito é do tipo Mollweide, a inferior esquerda à do tipo geográfica e a inferior direita à do tipo estereográfica (com ponto de tangência no Polo Sul).

Diferentes tipos de projeção para representar a superfície da Terra

Assim, a escolha da projeção é um dos principais passos para se obter êxito com as informações a serem colhidas através dos mapas ou representações gráficas. Para esta pesquisa, os efeitos das distorções recaem sobre as relações espaciais entre a Terra, a trajetória aparente do Sol acima do horizonte do lugar e o céu uma vez que este é o objeto a ser representado. O clima urbano o efeito dessas distorções pode surgir na hora de representar as relações entre o entre o observador e o céu sobre o plano, pós também é necessário recorrer a um sistema de projeção horizontal. Aponta-se a existência de quatro projeções que podem realizar essa representação:

• ortográfica
• equidistante
• gnomônica
• estereográfica

Entende-se que a abóbada celeste é limitada pela porção visível da atmosfera e configura-se como uma superfície hemisférica (meia esfera) imaginária, que envolve o ponto de observação na Terra. (Figura 1).

Abóbada celeste em corte vista em corte

Nessas projeções, o centro do círculo representa o observador e os círculos que partem do centro são a representação da abóbada (em altitudes variadas). Esses círculos equivalem às distâncias angulares, em um plano, os espaçamentos entre eles equivalem à distância angular vertical (altitudes) e às linhas radias, que partem do observador e representam as distâncias horizontais (azimutes). Isso porque “garante que qualquer ponto projetado ou transferido para a abóbada celeste estará necessariamente projetado no interior do círculo de projeção no plano horizontal, seja qual for o diâmetro adotado para a projeção”. (Figura 2)

Representação da abóbada celeste na projeção estereográfica

Na área de Arquitetura e Urbanismo, nos estudos de conforto térmico, essa linguagem gráfica pode ser utilizada para representar, através de diagramas, a insolação em ambientes internos ou no estudo da trajetória solar. Esse tipo de diagrama recebe o nome de carta solar. As cartas solares podem ser aplicadas em diversos usos. Elas podem, por exemplo, determinar o tempo de insolação, obtenção das sombras projetadas por um edifício sobre seu entorno (o traçado de máscaras) ou também no cálculo da real carga térmica em função da presença de outras edificações ou outro elemento que “mascare” parte da abóbada celeste, que interferem na incidência da radiação solar em um ponto.

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